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MPRJ recomenda revogação de lei que permite prédios de 20 andares em Teresópolis

Lei que autoriza prédios de até 20 andares gera reação em Teresópolis Marcus Wagner O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) exigiu nesta ...

MPRJ recomenda revogação de lei que permite prédios de 20 andares em Teresópolis
MPRJ recomenda revogação de lei que permite prédios de 20 andares em Teresópolis (Foto: Reprodução)

Lei que autoriza prédios de até 20 andares gera reação em Teresópolis Marcus Wagner O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) exigiu nesta quarta-feira (7) a revogação imediata da polêmica Lei Complementar Municipal n° 351/2025, que autorizou a construção de edifícios de até 60 metros de altura, o equivalente a 20 pavimentos, em áreas tradicionalmente residenciais no Bairro do Alto, em Teresópolis, na Região Serrana. A Recomendação foi expedida pela 12ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva e direcionada à Secretaria Municipal de Urbanismo e à Câmara Municipal. Além de pedir a anulação total da lei, a Promotoria recomendou a suspensão imediata de todos os licenciamentos urbanísticos que possam ser impactados pela nova norma, evitando danos irreversíveis à infraestrutura e à paisagem da cidade. 📱 Siga o canal do g1 Região Serrana no WhatsApp. Veja os vídeos que estão em alta no g1 O MPRJ argumenta que a legislação é ilegal por violar princípios e diretrizes estabelecidas pelo Plano Diretor de Desenvolvimento Sustentável do município. A mudança triplica o número máximo de pavimentos antes previsto na lei de zoneamento. Segundo o órgão, a alteração foi aprovada sem a realização de estudos técnicos que justificassem o impacto no perfil arquitetônico da cidade, que historicamente preza por um perfil mais bucólico. Falta de transparência e Ação Judicial O Ministério Público destaca que um dos principais problemas da Lei Complementar 351/2025 foi a falta de consulta pública. Não houve audiência prévia com a sociedade civil, nem submissão do texto a órgãos consultivos essenciais, como o Conselho Municipal da Cidade e o Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente. A condução do processo legislativo gerou forte reação. Em paralelo à ação do MP, a Justiça de Teresópolis já recebeu uma Ação Popular que também busca a nulidade da lei. A ação protocolada alega vícios formais e materiais, incluindo a ausência de participação popular no debate sobre a lei e a ilegalidade da medida por afrontar o direito a um meio ambiente urbano equilibrado. Prédios gigantes e impactos A lei, aprovada em dezembro de 2025 pelo Legislativo e sancionada pelo Prefeito José Leonardo Vasconcellos, permite que o limite de altura suba para 60 metros em trechos específicos do Alto, como nas ruas Alfredo Rebello Filho e Augusto do Amaral Peixoto. Antes da aprovação, moradores e urbanistas alertaram que a verticalização extrema traria prejuízos à infraestrutura local, já que 20 andares de apartamentos significam uma sobrecarga na demanda por água, esgoto e lixo, além de um volume de trânsito que as vias atuais do bairro não suportam. Um abaixo assinado online cobrando a revogação da Lei Complementar 351 já alcançou cerca de 11 mil assinaturas. O texto do documento crítica a autorização para prédios de 20 andares, destacando que implicará demandas de água, esgoto e lixo que o município não tem como suportar. A prefeitura de Teresópolis não respondeu aos questionamentos do g1 sobre o posicionamento em relação à Recomendação do Ministério Público até a última atualização desta reportagem.

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